Crítica | Citadel (1ª temporada)

Dê aos Irmãos Russo (os caras responsáveis por Capitão América: Soldado Invernal) uma série de ação e espionagem, com um baita orçamento e o que você espera? Sucesso total, certo? Bem, é mais ou menos o que nos deram. A diversão, pelo menos, tá garantida em Citadel.

Quando eu vi que haveria uma série com ares de 007, Missão Impossível, Jason Bourne e até mesmo um pouco de Soldado Invernal com os Irmãos Russo cuidando de tudo isso, me empolguei. Vi o trailer, assim como toda a divulgação pesada e me pareceu a fórmula perfeita para o sucesso.

Só que não vi muito gente falando a respeito, os próprios streamers especializados não têm feito vídeos comentando euforicamente, seja bem ou mal. Isso não costuma ser um bom sinal.

Mesmo assim eu assisti. Afinal, precisava ter certeza se era ruim mesmo, o que me decepcionaria muito dada a expectativa e precedentes. Não me arrependi, nem me decepcionei. A série é bem divertida e entrega exatamente o que promete.

No entanto, ela não tem o mesmo padrão de qualidade acima da média que nos acostumamos a ver vindos desses dois irmãos. A régua usada para medir seus trabalhos ficou com medidas muito altas, não apenas pelo segundo filme solo do Capitão América no MCU, mas também (ou ainda mais) pelo que fizeram em Vingadores: Guerra Infinita e Ultimato. Isso sem falar no episídio do paintball em Community!

Os primeiros episódios até parecem promissores em termos de ação e de roteiro no geral, nada absurdo, apenas com potencial mesmo. Só que os efeitos especiais deixam um pouco a desejar. Chama a atenção, mas não chega a incomodar ou atrapalhar a experiência. Especialmente se pensarmos que essa é a segunda série mais cara do Prime Video, ficando atrás apenas de Aneis de Poder.

Ao decorrer da temporada de apenas 6 episódios, a história engrena mesmo e até empolga. A trama fica bem complexa, você pode inclusive se perder. Mas eles fazem questão de explicar tudo no seu tempo, sem ficar ruim ou subestimar a inteligência do público.

A sinopse da série é a seguinte: Com a queda da agência Citadel, encarregada de proteger as pessoas, o agentes Mason Kane (Richard Madden) e Nadia Sinh (Priyanka Chopra Jonas) tiveram suas memórias deletadas e foram obrigados a recomeçar com outras identidades, vivendo como se nada tivesse acontecido. Anos depois, rastreados por um outro antigo agente, eles são convocados para impedir que o sindicato do mundo das sombras, Manticore, destrua o mundo.

O casal protagonista entrega o mínimo esperado e não chega a se destacar tanto, nem na atuação em geral, nem tanto nas cenas de ação. Aliás, achei a maioria das cenas de luta um pouco cansativas pelos cortes. Não parecem tão bem coreografadas como já vimos esses diretores fazendo.

E sobre o roteiro: ele te prende, te faz querer descobrir o que tá acontecendo de fato, quem é vilão e mocinho (se é que existe essa dicotomia) e as motivações de todos ali. Mas é uma trama de espionagem, já vimos isso antes muitas vezes. Sabemos que não dá pra confiar em ninguém. Então, pra conseguir entregar algo que seja realmente surpreendente, a história acaba abusando um pouco de plot twists.

Eu diria que há pelo menos umas 3 reviravoltas que causam bastante impacto e nos pegam desprevinidos. Particularmente, eu acabei gostando, justamente por serem saídas que eu não esperava. Mas acredito que há quem não vá curtir tanto.

São apenas 6 episódios que deixam a história redondinha, deixando claro que é apenas uma primeira parte. Se não fosse renovada (não se preocupe, ela foi!), daria pra dizer que terminou fechada, mesmo com ganchos deixados. E no final ainda rola um trailer para um surpreendente spin off já confirmado!

Mesmo não sendo tudo que eu esperava, recomendo Citadel para quem gosta de histórias de ação e espionagem, cheias de reviravoltas. Eu vou continuar assistindo suas sequências, mas precisam entregar mais para conseguir me manter interessado.

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