Pois é meus amigos, mais um Campeonato Brasileiro se acabou. Sinto que a cada ano que passa a frase ‘é o melhor e mais disputado campeonato de todos os tempos’ é repetida com tanta frequencia que acaba nos convencendo que é verdade. Não sei se foi mesmo verdade esse ano, mas sem dúvida foi emocionante. E foi ainda mais emocionante pra nós, Vascaínos. Foi o ano da nossa redenção. Um ano intenso o tempo todo. De um início pífio e que dava medo do que poderia acontecer, a um fim feliz, divertido e consagrador. Disputamos 4 campeonatos no ano. Começamos pessimamente o primeiro e menos importante deles (em termos de status), mas nos levantamos e tivemos um posição honrosa, digna. E já no segundo fomos campeões, de forma sofrida e emocionante. Título inédito, e que dava vaga pra competição mais importante do continente. Muitos times se contentariam com isso, afinal, era um título inédito, nacional, e a vaga pra continental tava garantida. Até mesmo o time sensação dos últimos anos, que logo ganharia essa mesma competição na edição deste ano. A ganharam, e não se importaram com outra competição importante que ainda disputariam, focando apenas numa possível final contra o time sensação do planeta, num então longíquo Dezembro. Em seguida, tivemos um início de campeonato nacional irregular. Vimos nosso maior rival assumir a ponta, e costume, se portar como virtual campeão, e esnobar a capacidade dos adversários. Pouco a pouco, voltamos à briga. E não saímos mais dela. Tivemos um gravíssimo susto com o maior responsável por tal capacidade de brigar. Normalmente, haveria uma desestabilização na equipe. Dificilmente um mero assistente teria a mesma capacidade de seu comandante. Ainda assim mantivemos nossa força. Disputamos, então, a 4ª competição do ano. Nossos rivais, deram pouca importancia, desvalorizaram a mesma. Nós não. Tb queríamos esse título continental e inedito. Acreditamos em nós mesmos e honramos nossa história e nossos torcedores. Infelizmente, a maratona de jogos desgastantes nos venceu. Além de um time muito bom, que já havia humilhado nossos rivais, mas que nos respeitou, e fez dois jogos difíceis. Ok, ficamos entre os 4 melhores nessa competição. Bem a frente dos rivais. Ainda faltava, no entanto, a última e mais longa competição. A que disputávamos título. E o disputamos até o final. Mas também dessa vez não pudemos superar a equipe que vinha sendo mais regular durante o campeonato, e que esteve mais descansada, afinal, só haviam disputado mais uma competição e meia (já que saíram precocemente da continental). Fora que claramente foi favorecida diversas vezes, mas não entrarei no mérito dessa questão. Fato é, que terminamos este ano bem posicionados em tudo que disputamos, e disputamos tudo em que entramos. Ganhamos nossa vaga no pódio. E lá de cima, observamos nosso rival, que reverenciando um adversário que nem se importa com ele, se gabava de achar que nos atrapalhou. Saibam que seus feitos esse ano foram insignificantes perto dos nossos. Seus resultados, menores. E mais do que isso: nós conquistamos de volta nossa dignidade, algo que vocês há muito arrotam por aí, como se soubessem o que é. Lutem contra tudo e todos e usem suas próprias armas e títulos justos. Vocês não precisam se contentar com pouco, nem precisam de ajuda. Comemorem apenas o que lhes é de direito, e que foi conquistado de fato.
Pra encerrar, coloco aqui um post sensacional que vi no perfil do meu primo Marcus Vinícius no Facebook. Não sei se o texto é de sua autoria, mas mesmo assim dou os créditos a ele, pois foi único lugar onde vi.
Vascaínos, meu papo é com vocês, não com outras torcidas. E é bem franco e direto, daquele jeito que eu adoro.
Você está triste? Então seu time foi do caralho! Torcedor de time mediocre fica puto, não triste.
Quando você sai do estádio querendo chorar e não quebrar tudo é porque seu time tem vergonha na cara. É porque você viveu um sonho que terminou de repente. Mas sonhou.
Eu tenho pena de quem não sonha, de quem passa um ano pragmático e buscando meramente pontos e mais pontos.
Tenho orgulho de qualquer grande clube que se porte como tal.
E se portar como grande é mirar títulos e não se contentar com vagas.
O Vasco tomou gols porque quis ganhar a todo custo. E talvez tenha perdido dois títulos por ambição.
Foda-se se cansou, se não deu, se o resultado diz que não valeu.
Valeu sim! Valeu pra caralho!
Vai esquecer o que você viveu em frente a TV domingo passado? Vai apagar a euforia deste ano? O orgulho de tirar a camisa do armário e colocar com aquele gostinho de dizer bem alto: “Voltei, porra!!!”.
E voltaram.
Que porcaria de título pode significar mais do que a volta do Vasco ao seu estado natural? O de gigante.
Nada!
Não deu? É do jogo.
O que não dá é passar sem ser notado.
E convenhamos, ninguém foi mais notado e protagonista do que o Vasco em 2011.
Isso não fica na história dos outros, não é guardado na memória de torcedor rival e nem mesmo da mídia.
Mas fica na sua cabeça, no seu coração, não fica?
Então foda-se!
O Vasco ganhou sua torcida de volta. O Corinthians o Brasileirão.
Eu não ouso dizer quem saiu ganhando mais.
Quando em 2008 sacanearam o Flu pela perda da Libertadores, eu bati na tecla de que aqueles jogos até a final não foram menos importantes do que a conquista. E hoje eles sabem: Não mesmo!
O futebol é mantido por paixão, histórias, derrotas e vitórias incríveis.
Mas sempre com algo especial pra ser contado.
Mais especial que a história de 2011 do Vasco, nenhuma.
E isso basta.
Parabéns!
Cabe o “vice de novo”, porque futebol é uma gozação saudável.
Afinal, você sabe, como todos sabem, que o mundo gira.
Amanhã, com certeza, EU e você dirá que “Vice é o caralho!”.
